Tuesday, October 7, 2008

Adeus

Amor,
quando você estiver lendo
esta mensagem,
eu já terei seguido viagem.
Parto com passagem só de ida,
levando comigo
todos os sonhos de uma vida.
Na bagagem,
as esperanças de um dia
seguem numa mala,
hoje, quase vazia.
Nos bolsos,
apenas um lenço
para as vezes
que em você eu penso,
com os olhos marejados.
Sabíamos
que esse momento chegaria
e que o mais correto seria
eu mesma partir.
Assim como cheguei…
do nada…
sem ter para onde ir,
assim…sem nada…
eu vou sair.
Quanto às velhas esperanças,
estou levando nesta mudança
para atirá-las ao sabor do vento,
junto aos meus sentimentos.
Não vou olhar para trás,
posso não ser capaz
de seguir em frente
e, num repente, querer voltar.
Não quero parar na estrada
e de arrependimento chorar
por não ter tentado ficar.
Estou seguindo sem rumo.
Devagar eu me acostumo.
Mas, se o imprevisto surgir
e eu me sentir
demasiadamente só,
suplicarei a Deus 
que piedosamente…
devolva-me ao pó.

Poema de Silvia Munhoz

Posted by sandra at 17:28:21 | Permalink | Comments (1) »

Poema

Tenho medo de dizer
quem tu és.
Não sei se é para nos proteger
Ou por seres quem és.

Estás no meu pensamento,
e no meu coração.
Não és uma atracção de momento,
és mesmo a minha paixão.

Estou longe de ti,
tu em Milão
e eu aqui.
Vou pedir ao meu coração
para fazer uma hiperligação.

Posted by sandra at 17:19:22 | Permalink | No Comments »

Poema

Teu sorriso
faz meu rosto brilhar.
Teu rosto
 meu coração saltitar.
És a razão do meu viver
Contigo minha vida quero passar-
E mesmo sem te ver
Amar-te-ei até morrer.

Posted by sandra at 17:18:12 | Permalink | No Comments »