2007/10/12

Funções da linguagem Emotiva: que dá vazão a conteúdos de natureza emotiva. Está centrada no sujeito emissor e caracteriza-se por ser uma expressão directa da atitude do emissor em relação àquilo de que fala. Em textos escritos, caracteriza-se por interjeições, exclamações ou adjectivos carregados de subjectividade e diminutivos. Exemplo: «Orra, meu, isso não é bonito!» Função apelativa: Função orientada para o destinatário e procura levar o receptor a reagir. A linguagem publicitária utiliza esta função. Como exemplo, dou um reclame que existia há muitos anos nos bondes em São Paulo (em Portugal: eléctricos): Veja senhor passageiro o belo tipo faceiro que o senhor tem a seu lado. No entanto, acredite: quase morreu de bronquite, salvou-o Rum Creozotado. Função referencial, denotativa ou informativa: centrada no contexto, ocorre sempre que o emissor procura veicular de maneira objectiva conteúdos de natureza cognitiva. Presente nos textos de carácter científico ou jornalístico. Exemplo: este parágrafo. Função fática: ocorre quando se procura estabelecer, manter ou interromper uma comunicação. Através dela o falante verifica se a comunicação é operacional ou se o interlocutor está interessado no que se diz. Exemplos: Alô (no telefone); Ouviu? Função metalinguística: Centrada no código, ocorre quando o falante procura verificar se emissor e receptor estão utilizando o mesmo código. Ao longo de um texto, expressões como «isto é», «ou seja», «quer dizer» são exemplos desta função. Função poética: centrada na própria mensagem, ocorre principalmente na linguagem poética – nas outras formas de actividade verbal o seu papel é secundário. Presente em textos em que se recorre às rimas, ao ritmo, a certos recursos estilísticos como metáforas, por exemplo. Eis uma amostra: Se eu não vejo a mulher que eu mais desejo nada que eu veja vale o que eu não vejo (de Bernart de Ventadora – 1174, traduzido por Augusto de Campos).
Escrito por sandra em 11:30:40 | Link permanente | Comments (1) |
Comentário
1 - Deves formatar este texto. Está impossível de se perceber... Quando vem a história da Anita? (Comentar)

Escrito por: Prof. Paulo Faria em 2007/10/18 - 23:05:31
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